quarta-feira, setembro 27

Novamente, depois de emergir do casulo dos não-sentimentos e do ódio, tendo mergulhado na profunda (re)descoberta do Sentir, minh'alma volta a antiga letargia no que se refere ao, digamos, Amor. Até mesmo os amigos a quem achei ter dedicado sentimentos sinceros tornaram-se para mim mero passatempo. Parece mentira o tempo recente de outrora: repentinamente, o mundo se envolveu num doce silêncio. Não sinto falta de companhia ou mesmo de carinho. Sinto-me incrivelmente só, mas surpreendentemente bem. Se eu pudesse, dormiria para sempre no alto de uma montanha congelada. Bah, eu sempre desprezei o Amor... mas como poderia ser tão cruel a ponto de ligar alguém a mim considerando que as paixões que dedico a outros não passam de suspiros, nada mais?... Sempre me relacionei com pessoas profundamente apaixonadas por mim, perfeitas e desejadas por todos ao meu redor, mas isso não me basta. A dúvida, a idéia, o motivo da existência, apenas isso me parece digno de viver-se; o resto, me enfada irremediavelmente... Talvez por isso seja meu natural aproximar as pessoas que convivo do que Eu sou, tranformando-as em cópias baratas de mim, jamais descansando enquanto não causar a destruição do psicológico de quem amo, alojando minha personalidade em quem jamais seria capaz de suportar tal peso. Então, volto a minha costumeira solidão e gargalho pela maravilha de estar só. Deve ser isso. Só me dou bem comigo mesma. Uma pessoa essencialmente solitária. Sou isso, enfim...
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The Chaos Premier

Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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