deve-se ir embora sem aguardar o mando de seu senhorio. tu estanca na porta, enquanto eu passo semanas culpada por lhe dizer a verdade, que soa como NEM TODO AMOR DO MUNDO PODE MUDAR OUTREM. traduzindo num ato, seria o de H correr ao seu encontro e bater de cara contigo com força de verdade, para machucar. porque eu tenho esperança e você não tem movimento, combinamos assim e quebramos a cara unidos e felizes como eu quis para sempre desde o ano passado. tu é como eu até sua juventude transviada, tu só ama as coisas erradas, tu que não pode me ferir e não tem culpa. consigo aceitar e não quero desse jeito; são só mais noites de pesadelos rápidos, são só mais dias inquietos com noites de remorso, mãos no corpo a correr saudosas de um você que para mim jamais existiu: lágrimas, cansaço e confusão.
está errado, estou indo pelo mesmo caminho errado por você. eu acredito demais, eu espero demais, eu escuto demais e até mesmo o momento em que tu disse que era só meu porque só eu te amava; até isso, eram apenas meus enganos, minhas esperanças, eu eu eu. as coisas doem na alegria como as flores são passíveis de morrer em plena primavera. já não quero alma, eu quero morrer sem beleza e sem você porque nem todo amor, nem todo o sofrimento que eu embruteça para saciar sua fome serão suficientes, é uma parte de mim que só a mim alimenta. para ti é sua seiva, suas regras, seu sol e pro inferno. recolho minha humildade e meus melindres e canto noutra freguesia. para que o amor e a dor que lhe ofereço por cura se a cura não lhe interessa por si?... só posso mudar a mim, a mim mesma, a mim mesma...

tô tão cansada e triste. tão exausta das minhas mesmas escolhas iguais,
Com amor, para Névia: eu lhe odeio, tu é uma vagabunda pretensiosa, tuas mentiras dão-me náuseas. le petit que de coração quebrado não tem nada, você é um monstro baixo que não sabe o que é coração.
Com Amor, para Lucas: querido coelho, podes m'odiar agora.
Feliz dia dos Professores para mim.
continuarei a ver-te.
Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te.
E embora sem pés, caminharei para ti.
E já sem boca poderei ainda convocar-te.
Arranca-me os braços: continuarei abraçando-te
Com o meu coração como com a mão.
Arranca-me o coração: ficará o cérebro.
E se o cérebro me incendiares também por fim.
Hei-de então levar-te no meu sangue.
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