quarta-feira, setembro 23

Acrilic on the Canvas



Estrela da manhã, tu acordas em momento de retorcer entranhas dos que só te lembram após afogar-te em si, per se. O corpo arranha e remexe, repleto deste esculpir metálico que a solidão constrói nos cavalariços e na tua pele de bainha em desuso, dedos rápidos demais para a companhia de uma sombra de carvão. Fechados olhos deslocados ao lado de um necrotério de 6 paredes, um colchão arrombado de espinhos junto ao seu desmanche seco, cercado por todos os lados contra o sol: rosa, estrela e espada, és tu.

Mantenha os olhos abertos às pinças, que eles voltarão e hão de achá-la dentro da concha dormente e lúcida das correntes de ar. Você e esse fumo adocicado, você que mal sabe desenhar o que não é confessional, você que perdeu metade dos seus filhos e mesmo seu gemido é secreto aos velhos perseguidores, você que mal sabe o codinome de seus progenitores e teima em sonhar a via láctea descolorida por sua falta de talento.

Amada incondicionalmente por todos. É isso que te resta: uma rapa suja do amor de um mundo inteiro que não há de despertá-la quando a noite e o dia tornarem ao seu lugar e reiniciarem o ciclo de pernas, braços, orelhas recém lavadas e partes íntimas experimentadas para até além do invisível. O último cigarro não trará as mensagens que aguarda. A música há de virar ao avesso, e o silêncio será absoluto quando tudo der tão errado que sua mente ficará até correta.


Inexistente.
Click for Horrorshow:    Facebook Twitter Google+

0 comentários:

Postar um comentário

The Chaos Premier

Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

Passado