deus, por não existir, pede perdão por mais este desolamento através do ser da Madrugada. pego um dicionário de sinônimos porque o medíocre é vergonhoso e a vergonha laranja entre o horário dos que retornam do noturno retorna-me a palavra que não há sinônimos de aurora para mim. apenas a solidão acreditaria que, se eu sentasse-me ao seu lado e ela me observasse sorrindo, teria feito o que esperei por todos as minhas noites tristes insônes sentindo o cítrico pulsar do nascer de tudo que não quero.
não quero. não quero. não quero.
não quero. não quero. não quero.
sinto o fraquejar da cartilagem: sinto minha placenta retangular tentálica e ainda espero que ela retorne a abraçar minhas cascas tornando-se o carnal. um medo latente entre um útero minguante e uns olhos crescentes dos que releem a fragilidade de qualquer prazer quando esqueçem das dualidades do meu uno retornaram ao meu pesar - e qualquer deles rezará obssesivamente por minha pequenez inacordável na neve, pois é tudo que peço para mim.
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