sábado, novembro 7

"Criança, teus sonhos são meus - são meus. Então trate por sonhar;

Não te acanhe, conheço-te virado do avesso. Tua pelezinha em frente aos meus olhos atentos. Parece tão frágil olhado daqui, deixe-me cuidar. Por-te-ei sob minhas asas emprestadas. Quando tiver que devolvê-las, meu querido, porei-te sob minha carne esbranquiçada. Marcarei a tua macia, com meus dentes famintos. Despejo meus beijos nos teus olhos cansados.

"tão fácil quanto contar, 1,2. 1,2,3,4"

Olhe pra mim, olhe pra mim; Consegue ouvir minha voz aos sussurros latejando ardidamente em sua cabeça dura, tão dura?! Abra os olhos. ABRA OS AGORA.

Perca, perda, perda, perda. Não se perca, soe como pingos d'água repetidos, repetidos. Continue, pingo. Continue, pingo. Continue ...

Minha casa, tua morada. Meu peito és teu refúgio. Olhos bem desenhados, contornados de preto como teu ponto. Marrom são tuas cores, marrom és do que precisa. Viaje até meu centro, o centro da minha dor. Plane entre as costelas, escape entre as artérias.

Branco da tinta, branco dos dentes - que sorrindo, me tirarão deste cálice de saudade. Conhaque de solidão. Não te esqueças o meu rosto. Dos cabelos emoldurando os olhos.

Tin tin, e o tilintar de um assobio que bate desesperado contra as paredes do seu coração. Um assobio de canção, uma canção (quase) qualquer.
- Liberte-o"
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Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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