
"São estranhas estas formas de te insinuares perante os meus olhos. Os teus olhos fitam-me entre todas as noites escuras. As tuas mãos parecem-me tocar de longe, muito longe... A tua voz vaguei num céu carregado, por entre pequenas minúsculas gotas de chuva. Mas tu és todo um mundo... Carregado de núvens cinzentas, carregado de um céu azul, límpido. És frio, calor, chuva, vento, neve, ternura. Um mundo livre. E, por isso
quero-te livre nos meus braços, a voar sobre o meu peito, a dissolver o teu corpo sobre o meu corpo. Livre. Em movimentos desfocados, a dançar, ao som do nosso batimento cardíaco. Como o vento sobre o meu peito, como os teus cabelos de ouro soltos sobre os meus lábios, a voarem, para longe, muito longe..."
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