Essa coisa gigantesca que é reorganizar os pensamentos em prol da própria sobrevivência. Não tarde, releio textos antigos, sinto as velhas saudades, os mesmos medos, tenho as mesmas previsões infalíveis que jamais se concretizam.
Houve horas boas nesse fim de semana. Horas boas, boa companhia, tanta bebida, como ainda estou respirando? Sei bem fundo que direcionar umas palavras ainda mais vergonhosamente apaixonadas e infantis não apagaria minha ressaca moral, mas sinto um orgulho quase materno quando lembro que não sabia mais como enviar mensagens mas ainda lembrava de amar em passional exagero. Quando pude escrevi isso, com óbvia dificuldade.
Foi difícil. E quando a pessoa que mais parecia te detestar enxuga as lágrimas erradas que você desfia? Há uma culpa, sempre há uma culpa quando não há razão? Acho que eu gostaria de dormir mais uma noite com a esperança e sem a certeza de que eu sou, apenas, o melhor enfeite da estante.
Esta é outra semana; mais uma vez, G. não vai ligar para mim. Dessa vez, não posso nem mentir que não sabia. E devo admitir que gosto de gostar dele tanto quanto gosto e tenho orgulho de sentir que vale a pena olhar apenas para ele, mesmo quando fico cara-a-cara com o espelho.
Esta é outra semana; mais uma vez, G. não vai ligar para mim. Dessa vez, não posso nem mentir que não sabia. E devo admitir que gosto de gostar dele tanto quanto gosto e tenho orgulho de sentir que vale a pena olhar apenas para ele, mesmo quando fico cara-a-cara com o espelho.

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