brumas pairam na minha mente.
silêncio. silêncio. silêncio.
as mesmas mentiras, as mesmas lascas. a solidão eterna, como a pluma flutuante, incomunicável.
após uma única lágrima invisível, eu permaneço no lugar exato - e você nem sabe.
o cantarolar das músicas antigas de quando eu sentia tanto medo - tanto medo, quando todas as gotas do sangue que troquei por licor de pêssego tornaram a grama em que nasci fofa tal qual um arco íris de quatro tonalidades. qual destas você escolheria, se não há a cor dos meus olhos em nenhuma delas?! todas as minhas nuances deveriam ter sido escritas por você...
meus olhos permaneceram abertos após minha vivissecação. aquele era não o meu, mas o nosso vestido de noiva, largado para trás, visto em árvores e janelas até depois da palavra secreta ser dita - inutilmente - em direção às minhas cascatas contínuas.
eu já não sei chorar ou mesmo dizer um ai: já agradeço tanto por meia dose daqueles cigarros marcados com o giz dos seus lábios! a proibição, os besouros, as árvores: una estes elementos e ter-me-á sua, sua inocente e santíssima, p'ra tu carregar nas mãos: ainda mais e, como sempre, sua.

0 comentários:
Postar um comentário