De repente quis ser a sofisticação de David Bowie, a sinceridade de Iggy Pop, a inventividade de Lou Reed, o charme de Rimbaud e o talento da Patti Smith. Foi ótimo descobrir que meus poemas são ridículos, minha retórica repetitiva e meu panteão de imagens pobre, embora eu tenha uma ou outra semelhança com o que gosto, já que escrevo canções de amor p'ra meus ídolos mortos. Então, n'alguma esquina em que eu vire, deve haver as mesmas drogas e sexo casual que engoli linha a linha, obsessivamente, enquanto pesquisava quem sonharia em ser.
Eu sou a grande vergonha de Jack.
Eu não reli o último texto do último ano: não lembro de ambos, mas pressuponho que eu tenha colocado tanta força nos mesmos que nem mesmo seria capaz de limpar-me pós o nojento ato da recordação. Cheguei ao ponto do meu dramático ser risível; ao "acabei com o que era o meu doce". Agora, posso finalmente aceitar o quão você me considera vergonhosa demais para estar de mãos dadas com você.

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