"It was the sweetness of your skin,
it was the hope of all we might have been that filled me with the hope
to wish impossible things"
[Robert Smith]
Caos no meretrício:
Quando a mãemãe decide que é hora de rever Herr Doktor, como agora,
tenho de admitir que as coisas vão mal. Sinto as diversas linhas de
pensamento dentro do meu cérebro correndo a esmo, sem controle. Não
consigo ter nem mesmo um pensamento completo: as ideias misturam-se.
Músicas diversas tocam aos pedaços, memórias mutiladas trocam detritos
com ideias excretadas pela impossibilidade e a negação, a dúvida e o
irremediável. A confusão mental desesperadora dos estados mistos junto
ao pensamento sobre giletes, bisturis e uma saúde ultra debilitada.
Não sair de casa. Do quarto. Da cama. Da concha que veio do Lou - ou de mim para ele?! Falta o desejo real de encontrar qualquer um que seja. Mesmo o desejo de expressão desesperado desapareceu. Não nascem desenhos, pinturas ou música nesse acordar natimorto contínuo. A solidão é um desejo ou só mais um agente desesperador?
Sibutramina, laxantes, miar, a mesma velha ultra violência que trouxe a incapacidade de regeneração a esse cadáver que vos escreve. Exercícios pontuais dão a tônica, aumentando aos poucos. Os mil rodopios no País dos Espelhos trazem a mesma desaprovação embutida no sangue que já não me vem como antes. Nada cresce, nada crescerá aqui de novo - então, por que me vem esse sonhar com a minha leveza num colo impossível, mirando um sorriso inatingível que levou toda a alegria passível de realidade consigo?
Estou mantendo um silêncio berrado de quem não pode fugir das visões impalpáveis. Eu não quero remédio algum, Herr Inimigo: eu quero o abraço esperado a cada pé no asfalto, premeditado por mãos trêmulas e desmaios. Sem serviços de devolução de lágrimas, quando essa maldição termina? Todo o narcisismo, prazer e talento inerente a ela cometeram suicídio coletivo. Que tal vomitar por alegre esporte sobre esses escrotos que pensam conhecer uma espécie aprimorada de dor incontrolável? De onde vem esse desejo de falar, que eu não tenho e arrepia-me como num aborto antinatural?! A assinatura do termo de liberdade deveria ter vindo junto à aceitação de consolar os demais cativos, minha certeza não diminuiu. O silêncio e as palavras sufocadas aumentam na sala de espera por quem me console também - e não brigue, e não discuta, e não me maltrate, e não diga que me ama após um tapa. Até mesmo as lágrimas precisam de um sentido intrínseco a si mesmas.
Parece que nada mais será aprendido, tão pontilhada está a minha mente. Sentidos cortados, sentimentos paralisados no tempo, assassínio de qualquer sensação de continuidade, total desesperança, venenos, remédios, pulsos cortados, alucinação, medo, medo, medo, medo and his ghost in the fog. Eu não quero estudar. Eu não quero trabalhar. Eu não quero sair. Eu quero continuar dormindo todo o tempo com o esmorecimento do meu espírito. Nem projeto, nem ação... não resta mais nada por fazer aqui.
Não sair de casa. Do quarto. Da cama. Da concha que veio do Lou - ou de mim para ele?! Falta o desejo real de encontrar qualquer um que seja. Mesmo o desejo de expressão desesperado desapareceu. Não nascem desenhos, pinturas ou música nesse acordar natimorto contínuo. A solidão é um desejo ou só mais um agente desesperador?
Sibutramina, laxantes, miar, a mesma velha ultra violência que trouxe a incapacidade de regeneração a esse cadáver que vos escreve. Exercícios pontuais dão a tônica, aumentando aos poucos. Os mil rodopios no País dos Espelhos trazem a mesma desaprovação embutida no sangue que já não me vem como antes. Nada cresce, nada crescerá aqui de novo - então, por que me vem esse sonhar com a minha leveza num colo impossível, mirando um sorriso inatingível que levou toda a alegria passível de realidade consigo?
Estou mantendo um silêncio berrado de quem não pode fugir das visões impalpáveis. Eu não quero remédio algum, Herr Inimigo: eu quero o abraço esperado a cada pé no asfalto, premeditado por mãos trêmulas e desmaios. Sem serviços de devolução de lágrimas, quando essa maldição termina? Todo o narcisismo, prazer e talento inerente a ela cometeram suicídio coletivo. Que tal vomitar por alegre esporte sobre esses escrotos que pensam conhecer uma espécie aprimorada de dor incontrolável? De onde vem esse desejo de falar, que eu não tenho e arrepia-me como num aborto antinatural?! A assinatura do termo de liberdade deveria ter vindo junto à aceitação de consolar os demais cativos, minha certeza não diminuiu. O silêncio e as palavras sufocadas aumentam na sala de espera por quem me console também - e não brigue, e não discuta, e não me maltrate, e não diga que me ama após um tapa. Até mesmo as lágrimas precisam de um sentido intrínseco a si mesmas.
Parece que nada mais será aprendido, tão pontilhada está a minha mente. Sentidos cortados, sentimentos paralisados no tempo, assassínio de qualquer sensação de continuidade, total desesperança, venenos, remédios, pulsos cortados, alucinação, medo, medo, medo, medo and his ghost in the fog. Eu não quero estudar. Eu não quero trabalhar. Eu não quero sair. Eu quero continuar dormindo todo o tempo com o esmorecimento do meu espírito. Nem projeto, nem ação... não resta mais nada por fazer aqui.
time to go

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