você - e - eu
sempre será uma coisa inacabada.
Ele me trancou em algo distante, algo profundo dentro dele. Uma verdade que eu já conhecia, mas optava por esquecer. O curioso é que são essas mudanças que nos matam; não são os assaltantes, o trânsito, a camada de ozônio: é o mutável dos nossos gostos, dos nossos desgostos, do que deveria ser um prazer eterno que muda inesperadamente; são nossos próprios corações e mentes.
E há a morte com seus lindos, lindos olhos. Isso me mantém acordada a noite, às vezes. A possibilidade de que, talvez, algum dia, apenas o fato de que eu existo...
Eu não tenho certeza do que eu sou. Eu só sei que há algo escuro em mim, que espera por você em algum lugar entre a realidade e tudo o que sempre sonhei. Todos nós temos histórias que nunca vamos contar: você não entende que eu preciso de você, o que é perfeitamente imperfeito. Você não pode corrigir-nos; Você nem saberia por onde começar.
Nunca me ocorreu que as nossas vidas, que tinham sido tão intimamente entrelaçadas, poderiam se desvencilhar com tal velocidade. Nunca vou me arrepender de conhecer você ou de dizer que tudo que desejei era te encontrar porque, era uma vez, você era tudo que eu precisava. Se eu soubesse que as coisas terminariam desse modo, talvez, eu tivesse mantido isso apertado comigo... Existe uma chance, um fragmento de luz no final do túnel, uma razão para lutar?
Amor meu, algum dia você vai morrer. Mas eu vou estar logo atrás, eu vou segui-lo no escuro.

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