A tristeza me dá anorexia: bebo vento, engulo areia. Ouvi gritos e mantive meus bailados de paciência, paciência e dor, seguindo um teatro-de-bonecas vestidas de papel, mas bem alimentadas.
Nada de doce-de-leite hoje: eu nem queria mesmo. Prefiro dormir com sabor de feto morto e lágrima que de doce roubado da minha boca.

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