no dia dos namorados, - que eu nem sei se tivemos, tivemos? - quando tu me deu umas flores amáveis pois era-te bem natural uns brilhos como esses, desse tipo d'ouro capilar que me fez rir e trouxe raiva à sua amabilidade de vai-vens. o peso da pressão diferencial do ar exalando da sua doçura sufocante, entre meu desespero e seu canto tranquilo e imóvel em sonho, como crer? nada espera, nada pede, nada estanca, nada fala, nada entrega e o que for - nós pilhamos.
eu jamais verei sonhos assim novamente,
sinto mais saudades do que posso.
hoje tenho pesadelos continuados e tremo pelo que não foi: pesadelo-sonho é campo descoberto, e há todas as chances pra desperdiçar novamente, engolindo vergonhas, ansiedades, arrependimentos e
sintotantotantotantotantotantotantotantoFIQUE.

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