sexta-feira, agosto 1

mas então.



para você só as mais bonitas, meu amor despido. meu amor castrado, amada destrutiva, diva das flores azuladas: minha cabeça dói, mesmo eu estando tão longe do nosso objetivo. tenho vergonha e pena dos gritos que ouço fora da porta, por quem nem tem capacidade para compreender tristezas tão clássicas. há tanta ansiedade em meu coração: faço os rasgos de forma vagarosa e ainda falho, sinto a palpitação no ar, fecho o olho e vejo ainda a tesoura semi aberta.
uma aqui e outra lá desaparecem dia a dia, vergonha e mea culpa. mesmo a fenda mais brilhante veio a cicatrizar, uma dor reversa: talvez seja essa minha estrela, uma infância de mendicância por piedade das lindas fantasias, tão lindas - como você. seja pois o silêncio para minha vergonha, novas pálpebras costuradas.

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Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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