segue anexa a respiração depreciada em mais essa passagem inútil das letras que não encaixam dentro do declínio formado pela expressão abortada que podia ter salvo um terço lírico da minha alma de anêmona. não sempre, não tão sempre quanto hoje, mas o suficiente pra lamentar e regurgitar meus anos de espera ansiosa para muito fora e muito longe. dia após noite, após tardes tão quentes, quando pérolas lacrimosas grudavam de modo nada delicado meu estômago ao meu pescoço, no perene contrariar da vida em sua honra e passagem vazia. emparedou-se a minha mágoa: onde tristeza há, de tão grande? por todos os segundos sonhados de uma vida nunca iniciada de fato, circunscrevem-se aqui os destinos que deviam vir de parto único. em tratados atemporais como o nosso, a valência tem a durabilidade noturna de um desmaio, da percepção inalcançável do celeste: nada de asas, nada de sonhos, finite, fim

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