sábado, novembro 7

leve-me para o céu.



Leve-me para o céu
Lá haverá um lugar, um lugar imperfeito 
com o suficiente de azul-purpúreo
para a completa aceitação

Leve-me para o céu, para o ambiente lírico 
em que não se respira dor líquida
Eu fugi há tanto, tanto tempo:
há algo que preciso buscar na distância

A sombra do calvário, o misticismo
Na infância arruinada há um pedido puro
Uma manhã inteiramente perdida
ao fogo baixo, pode perdurar?

Eu contemplei mais pores-do-sol
que uma criança seria capaz de ter para si
E as minhas noites, as digeridas?
E as meia-nuvens, as salpicadas?

Quando chegará a chance, quando chegará
a vez? Há um céu, há um céu vivo
Para todo alguém que puder confiar 
Quando serei boa o suficiente?

Há um filho, um ser marinho como eu
debaixo da pele, um filho ou três
Quando haverá o céu para mim?
Eu esperei por cânticos lunares o bastante...

quando eu irei também?...
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