quarta-feira, dezembro 16

Prezado Pesadelo Pessoal,



Quatro espirros singelos no dia de seu nome e posso iniciar a carta do (torci)colo do carinho, aberta à qualquer morador marítimo que queira escutar. Após um rosto oleado e meio de verdade sanguínea, pois o desfibrilador noturno natural d'agora pra frente será seu ar e ódio em minha direção clara e sempiterna, sim...


- Por que? 


Que o perguntem minhas mãos que deslizavam, as mordidas sorridentes. Você é deus, e ao mesmo tempo a prova nas minhas unhas da sua impossibilidade raspada nas cercas azul-metileno da cor-que-deviam-ser.
Devo embalar a permanência do teu escárnio como minha mais querida lesão natural? Foi me avisada a inexistência das minhas visões, foi me sussurrado contra fotos e imagens de fantasmas durante guerras de palavras. A crença é uma predisposição cotidiana inexpugnável, porém...

estrela da manhã, clareia - deixarei que ondas e sal engulam a você e a mim, novamente. desta vez, é para sempre. como sempre devia ter sido.
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Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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