há coisas que eu escreveria para desfiar o colar de pérolas da sua ausência. os atores se misturaram e só tive ruína e lama: adormeço insônias e imaginações do que apenas meu outro eu pôde possuir. imagino imagino imagino. lembro os ruídos e as palavras e a respiração noturna, a ponta dos dedos e a miragem. perdôo o que não tive chance de errar. quero tirar de mim o verbo como destino, esvaziar a falta de ar e as longas horas, errar moinhos de miragem no caminho. uma semana de lembranças do que nunca aconteceu, pelo que aspiro? reconheço a estadia, mesmo que completamente nova, e recomendo-me angústia. chorar pelo deslumbramento é um pecado permitido para essa vilania? quero tirar de mim, quero que saia o verbo e sua sina amaldiçoada antes que a noite venha novamente, com todas as suas luzes e respingos e pó. preciso que a hemorragia vença tanto quanto não lembrava possível de se precisar, e que afronta! a rigor, quis sonhar possível. a beleza me cumprimenta sorrindo, minha velha inimiga. por uma noite a mais, o sonho será o mesmo...

All I hear is this silent whisper
ResponderExcluirWill you be here again?
In a million pieces
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