transformei meus pêlos na versão chamuscada e amarela do que você foi durante minha noite inteira. querida e eterna amada, você escancarou meus poros com as unhas terráqueas embebidas em violeta, para que brotem flores como as que punha em meus cabelos, nas danças de carnaval. tinhamos um telefone vermelho, batons vermelhos, loção fedida de rosas e olhos de conformada gratidão. estavamos numa casa de madeira e quarenta andares... um de sonho, outro de esperanças e mais um tando de degraus até o amor que eu refletia de você, que eu injetava na veia de você, porque eu te invertia, eu te transmutava até meu último resquício de sossego
e você disse que me amava. e eu acreditei...
[todos os trocadilhos com venenos de salvação estomacal intencionados]
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