quinta-feira, fevereiro 14

 


parece que todos desapareceram e continuo conversando sozinha a noite, mãos para o alto, mãos para o ventre, mãos para a privada do inferno
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antes dos cadáveres, minha homenagem: " ... "
[isso é porque não te esqueço, por você ficar dançando nos ossos mais brancos do meu rosto e me fazer rir no meio de tudo]
.
voltando ao futuro...
saiba que mesmo quando torno meus miolos semente de formigueiro, é dentro dos meus sonhos que você ainda arrepia minha pele. queria que não houvesse mais cabeça nem sonhos nem dormir... só assim as tentativas de afogamento recordariam de quão poucas coisas não podem ser curadas por um banho quente.
eu me envergonho pelo tanto de vezes que chorei na calçada comendo poeira dos campos próximos, com uma igreja a cada esquina... eu me envergonho e choro porque chorava de tristeza e agora me afogo em cápsulas anti-explosivas.
meu único arrependimento é saber que as proibições continuam naquelas paredes repintadas, que tiveram muito do meu vermelho-escorre, como você teve dos meus futuros adubos para o seu acabamento. como meu milésimo pedido inútil de desculpas, da próxima vez que falarmos da minha insolência, eu te responderei: "dentro do meu corpo havia um pássaro e eu vomitei as suas penas por entre meus dentes".



[eu releio e odeio tudo porque sempre parece estar cavando pra bem longe de tudo que era simples e certo. LEMBRAR PARA A SEMANA: comer minhas tentativas de ser compreensível misturadas com alguma coisa de sabor mais discreto]

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The Chaos Premier

Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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