
a vela de aniversário de um mês do meu aniversário apagou nas estradas que Morrissey cantava, daquelas que jamais, jamais, jamais voltam para casa. querido T… antes ter ganho uma eternidade na minha meia-cama, dando meia volta para a antiga casa que já não possuo que ter você tão longe dos meus braços, sob minhas velas apagadas, levando fuligem e lágrimas no seu rostinho de biscoito envelhecido.
eu torci um olho e você um lábio. por favor, fique atento agora, preciso muito que ouça a sonoridade baixa dos pensamentos que te juram que não me importo com água gelada e que frio e dor são beijos nos dentes lupinos que te marcaram no momento final… eles não conhecem a nossa sincronia, baixam seus olhos e depois seu peito recheado apenas de flores frustrantes como milagres. um décimo de nós a 1 palmo de terra, 4 de cimento e mais a crosta terrestre inteira dos nossos pecados mortais por ódio contra deus, pois por você nos condenamos a qualquer coisa melhor que uma infinidade de amores que fora da sua presença nascem e morrem platônicos. sem você as noites clareiam antes dos dias e a água permanece sempre com o mesmo sabor, meus olhos incendeiam em vermelho amargo e deslocado, porque nossa música não toca, em lugar algum…
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meu pedaço
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