quinta-feira, abril 24

manchas amarelas num sorriso colorido



 

Mariana apresentou-me a minha mente e a Kurt Cobain. noite passada, falavamos da minha heroína e de dores estômacais. meu dormir terminou antes da chuva e eu saí de dentro de nós duas às 4 horas antes de lhe amar outra vez.


Mariana…


estas são as primeiras gotas das nuvens de pureza que me cercaram desde a infância. alimento da beleza desfigurada é você, Mariana… acordando ao meu mais leve sobressalto matinal, segurando meus pulsos já roxos das suas garras duras de feitor escravista. estou cansada, Mariana… você me leva a dormir e sonhar arranhando meu corpo até apagar todo o esquecimento além dos seus dedos longos, que já fizeram-me engasgar até o sufocamento, nestes dias corridos impossíves. ela beija o chão sabendo que estou um andar abaixo, apenas para rir quando o céu desaba fundo o bastante para eu latir com fome a sua porta, até a chuva passar e eu esquecer Mariana o bastante para que ela volte gigante, escalando minhas pernas que somem, minha pele e ossos desaparecendo, tudo que eu devia ter sido torna-se Mariana, Mariana, Mariana…


meus filhos a odeiam, mas eu amo Mariana…

Mariana me odeia, mas eu amo Mariana…

Mariana me ama, mas meus amigos não me amam por eu amar Mariana…

eu odeio a mim mesma, e Mariana enxuga minhas lágrimas insones durante a noite…


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