Dia péssimo, produtividade nula. Dormir, comer, acordar, mensagens sem resposta e a falta de audição refletem a decadência primária, o estado lastimável. Sem voz, converso mentalmente com meu contrabaixo.
Hoje foi a viagem do meu pai. Até o último segundo tive medo que ele não fosse por minha causa, alegando que preferia ficar e cuidar de mim. E como isso seria possível?...
Estou tão cansada da minha própria tristeza, das fotos que faltam, da beleza doendo em meus olhos insuportavelmente... se há tanta beleza, como pode nascer tanta dor? Como é possível para mim emocionar-me com a beleza, se me sinto tão mal todo o tempo? Se, até para mim mesma, isso soa como uma fita repetitiva, sem fim ou mudança de tom, como esperar que algo sussurre uma ordem imediata de partida ao caos que sustento, dizem uns, que me sustenta, dizem outros...
Eu acho que não há sustenir: viver é indiferente às influências externas. Tudo funciona tão perfeita e preguiçosamente para além do que a mente alega. A mente, o coração, a alma, todas essas besteiras.
"I'm just a child looking through the mist..."

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