Querido ".",
O coração disparado e esses grandes olhos tristes que marcam meu registro ao andar pelas esquinas vem lhe oferecer a primeira carta de amor sinceramente mal-escrita que segue endereçada ao mal-me-quer do silêncio. Dói-me, como se roubada da minha dor algo essencial, que cada linha destas nunca alcance seu desprezo ou indiferença, que não me são suficientes no rouco tempo da sua respiração em poses felinas pouco atrás de mim, com limite de tempo: você é o amor de vitrine para esta criança doentia e sem lugar nas rodas de música.
Embora, ir embora quando você partir, sonhando ter sido outrora a porcelana japonesa que te inspira sorrisos e rabiscos da metomínia de um coração? É impossível parar a melodia que vem de você e traz de volta o único único único único único abraço que faz com que eu de longe aguarde um sinal secreto combinado em sonhos, argumentado na solidão em que contraceno com paredes transmutadas no desenho sem falhas do seu tom.
Por tão acalentada estivesse eu em sonhos impossíveis, permaneço amanhecendo meio-nome, ainda, como o mais triste: tendo brotado de mim mesma, tão-somente, carrego-lhe natimorto e adorado, alimentado com um florir diário de lágrimas rotas da sua ausência.

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