é como pedras, milhares de pedras internas, o quão simples são mãos dadas e temperaturas corporais atravessando películas, só entre você e eu. eu choro, não há poesia nisso. rezaria para deus como quando criança, as preces tristíssimas de outrora, acaso isso rompesse a impossibilidade que tento esquecer jogando meus ossos para outros lados. não há poesia na dor e em sonhos de amor precipício abaixo: são apenas punhados de lágrimas e sangue, e a distância impositiva.
você segurou minhas mãos, puxou de leve meus cabelos finos, e prendeu-me a você.
e não. não. não. eu devia ir embora daqui, mas você me mantém presa aos seus dedos.
- você vai, você tem que ir.

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