Calma e silêncio seguem-se, é natural: um esfacelamento emocional é artístico. O orgulho chegará ainda que monossilabicamente interiorizado e cíclico, engolindo dores e pavores escalares que ao exterior não florescem. Ervas daninhas da sensibilidade.
Nem todo um panteão clássico de imagens em closes, vomitando decepções oculares, tem potência para desacelerar os avanços da derrocada. Falta espaço até mesmo para um corpo vergonhoso de esquelético nesse mundo: nunca existirão lugares onde um Eu Desilusório terá um mínimo sorriso pré-programado para minimizar as vergonhas anteriores, a risível cabeça baixa, os berros silenciados de sinto-tanto-por-não-ser-genial-o-bastante. Os dedos trêmulos, aguardando, absorvem desmemórias, as únicas certezas organicamente maliciosas frente à paralisia crônica deixada na portinhola do hospital do qual nunca se sai nessa condição, após o primeiro suspiro decepcionado precedendo abandonos sequenciais.
Arranho o sufocamento, amaldiçoo a amargura tentacular.
Silêncio, negações, qual o próximo brinde?
Silêncio, negações, qual o próximo brinde?
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