A depressão pode te levar a uns passeios místicos, guiando mentiras espiraladas às letras mais sufocadas e sofregamente amadas, num universo de decepção.
Até mesmo o que foi perfeito transmuta e transluz lugar comum no detalhar das frases, por quê?
A queda da pele em anáguas de um terremoto possível de peito-veias-mente, multisofrimento multicolorido para os que dizem "a ARTE"! A Arte e a Dor, glórias da caixa alta, pseudo lamento metalinguístico: aqui vale o senso comum, a não-apenas-ciência, na admissão da necessidade humana. Até para ser sensível dependo da excitação, será normal? Se não for, por tudo, pouco me ligo para acender outra vela, aguardando mutação e milagre.
Se eu for até lá, talvez esteja eu seduzindo um caminho bonito, com dois nomes idênticos pra lugar nenhum - ou somente, e apenas somente, apenas esteja num grande esforço para tocar uma decadência ou um ridículo que validem tantos sentimentos antigos espelhados pela solidão.
Pois quantas lágrimas, ainda, espero afastar? O afogamento no ar que respiro, mesmo imóvel, em pensamentos dolorosos relaciona-se de modo permanente com os dedos finos que buscam piscadelas matizadas de esperança contra o medo imenso - sofrimento tornando-se premonição, dons de meu coração natimorto e desenganado, que decidiu-se por bater e bater em tantas portas, e de novo, e de tanto mais, que cá estou com o que restou-me do abandono escuro deste corpo meu que é teu, e que não me recebe, na pouca excelência traíra que o "não-me-és" permite.
Herr Doktor, Herr Inimigo,
Beware. Beware...

0 comentários:
Postar um comentário