Porque a febre também penetra a alma: deixo que olhos e visão sangrem minha essência rubra toda e inteira para a escolha da negação como guia-cego. Demos as mãos no cadafalso das memórias, numa imagem arquetípica do amor tingido nos adoráveis semitons que você nunca pôde compreender em minhas rotas e sujas descrições. Um estado de desolação tão familiar e particular é feito de unidade mesmo no martírio - como não seria perceptível sob escamas de unhas rachadas, pensamentos confusos e palavras malditas? Porém, até minha culpa pede perdão pelo que jamais compreendi sobre o intervalo entre o silêncio e o amanhecer, e todos os pedidos negados ainda tem sua íris nublada como signo místico. Fecho meus ossos de libélula sobre a fotografia de um passado reconstruído, para mim e por mim mesma, e devoro todo o resto para sempre.

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