desligo meus sonhos para lamber seus lábios com minha alma áspera. quis desenhar todos os dias desde que olhei seu rosto: impera uma sensação continuada de correção em estrutura e base, contradizendo o girar impiedoso de um mundo sob a água, rodopiando abaixo de qualquer (de)pressão possível nos ecos fantasmagóricos espelhados na palavra que te chama. com tudo e por tanto passado que advém, surpreende que a proibição clara, advinda dos conluios interiores, demonstre tão lúcida fragilidade perante sua majestade dos desajustes. o eterno-retorno escorre aos chamados sussurrados, aos olhares fugidios: caso eu pudesse escolher o cheiro de cigarros em você, hoje, hoje, hoje...

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