sexta-feira, fevereiro 10

toque minha alma com suas mãos sujas


"- se as rosas que eu jogo ao vento te ferem como flechas, de quem é a culpa?"


Uma queda que não pode ser vista ou ouvida não pode ser sentida, e neste microponto fica oculto um crime unilateral. Continuo dormindo cedo, suprimida tão rápido quanto posso por um mundo submarino, pintado nas únicas cores compreensíveis pra olhos assim invertidos: as minhas. Ao menos engolindo impossibilidade eu não posso ser notada ou ferida. O que posso preferir entre a esterilidade e o aborto de sentimentos natimortos? Inicie uma frase completa em si mesma e jamais será esquecido entre um morder de lábio e a incompreensão além de suas paredes. Estilhaços de memória ferem tão profundamente quanto a deserção de uma vida apenas imaginada, então que curso resta a este caminho que não a escolha mais óbvia? Arranharia este pensamento em cada pedra que marca os passos até sua porta e ainda assim permaneceria invisibilizada pela noite eterna de minha contrição ao pronunciar seu nome alto demais. O pecado extremo de desejar ser admitida em proximidade envergonharia santos de nomes melhores que o meu, e ainda assim lamento em noticiar detalhes silenciados. Prossigamos para o fim do capítulo.
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The Chaos Premier

Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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