quinta-feira, março 4

Confissuras


guardei o abraço que você me deu como uma fresta secreta para meu paraíso interior. queria dizer que sinto muito por isso também, assim como sinto por todos os erros que não admiti sem que seus olhos bocejassem desinteresse. penduro cada pensamento triste pela perna e por um cotovelo na minha sala de estar, pra todas as manhãs receber a luz do dia através dos ecos que hão de vir de sua ausência. lamento, lamento tanto, sinto ainda tanto e muito por todas as coisas. não desejaria reter em lembrança caso soubesse e pediria desculpas antes de poder evitar. alinha-se aqui uma existência de erros, precocidades intempestivas e impropícios descritos num pequeno diário de aversões. deposito-os aos pés do seu altar como flores.

devia haver um proibição. ao mesmo tempo, temo tanto. afogo seu rosto em meus sonhos para não encarar que possivelmente não terei seu abraço impregnado no meu peito assim que eu abrir os olhos novamente. caso eu não abra, talvez...
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Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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