sábado, dezembro 22

A Prisão de Violetas

 

talvez, se eu não aguentasse o fim das águas que não são de lágrimas minhas correrem pelo seu corpo, talvez. talvez eu pudesse descansar sem te ter nos meus sonhos tão maus, talvez, tendo meus olhos inchados como travesseiro... talvez...

"-- para que queres ver-me hoje, se choro?!
-- para saber amar-te melhor."



porque esse é o fim linguístico dos meus pensamentos invertidos pela sua zona de sucção...
eu sou mesmo a pessoa que anestesiou o gramado pelas feridas que brotaram, saltimbancas?! eu sou o baixo em sua última corda, conquanto ainda torsão de suavidade; o que há de natimorto nesse mesmo ato de silêncio diligente na sua última vontade, é o grito de cálice! por que, se nem mesmo as cicatrizes brancas que aspiras combinam odiosamente nas mãos progenitoras da minha decadência, o que exatamente eu espero?! fica-me apenas o gosto amargo da carne mal passada de meus olhos ardentes...

mas, ironicamente, para minha prisão de violetas, memórias nunca morrem...
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The Chaos Premier

Helena Moloco

Pequena pecadora, parcialmente pervertida pela pobreza para Pensar.

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