cumulei-te de
flores vis
a vilania de tua casa não há de
prestar morada
a um juramento como o de meus dias soturnos:
deitei flores aos pés de suas palavras
tão amargas, tão de fel
cumulei-te de rosas, cumulei-te
o desprezo não enfrenta o tremor de um coração
como o meu
lentamente a agulha na carne, o seu
nome sussurrado como lembrança de pesadelo
não deve ser fogo em azul-noturno:
vi aqueles olhos afogados em violáceo quando
toquei a realidade da manhã
cumulei-te de rosas, querido amor,
cumulei-te de sangue aberto em flor
meu sorriso último perante
um passado inteiro chovendo em seu nome
silenciados os gritos e as lágrimas...
silenciados! silenciados!

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